Então, a moça se viu no papel que sempre detestou, se viu uma madrasta!


Logo depois de perder sua mãe, a garotinha foi surpreendida pela nova companheira de seu pai, a pequena menina então ganhava uma madrasta, que parecia mesmo fazer jus ao seu título de megera... O tempo passou, a nova família se firmou, a menina cresceu e sobreviveu à madrasta. Mas será que ela era mesmo tão má assim?! Ou era um tanto de fantasia que habitava a cabecinha daquela criança?!
A menina, agora uma moça, encontrou seu grande amor, mas seu pretendente já chegava em sua vida, com um lindo pacotinho, ele já tinha um filho, um lindo garotinho. Então, a moça se viu no papel que sempre detestou, se viu uma madrasta!
E agora? O que fazer? Seu coração cheio de interrogações lhe fez voltar ao tempo e relembrar o momento que havia perdido sua mãe e ganhado uma madrasta, lembrou-se da sua insegurança, da saudade de sua mãe e da sua vontade de se sentir cuidada, amada e protegida.
Agora adulta e mais madura, enxergou melhor sua madrasta, relembrando seus atos, ela tinha sido uma pessoa boa, percebeu que a madrasta não era uma megera como pensava e imaginava quando criança. A madrasta sempre cuidou com o maior amor que possuía e como em toda educação deu lhe também limites. Talvez tivesse sido isso que sua mente de criança achasse ruim. Mas dar limite, saber dizer não, também é uma forma de amar. 
Envolvida em suas recordações, a moça que se viu naquele momento como madrasta, abraçou com todo amor sua nova jornada, de proteger, cuidar, zelar, educar e acima de tudo amar aquela criança. Se despiu de todo o preconceito e estereótipos que carregava sobre as madrastas, simplesmente se entregou aos encantos daquele pequeno garoto, que já chegava em sua vida com olhos de medo, talvez inseguro do que a vida lhe reservava ao lado daquela desconhecida mulher. 
Mas essa moça, já sentia a verdade que permitiu brotar em seu coração e já sabia que podia e deveria sim, amar aquela pequeno ser, com todo amor e carinho que ela carregava no peito. E assim nasceu uma nova família, cheia de amor. Porque amor de mãe pode vir de outros corações, de corações que estejam dispostos e preparados para dar amor e amor!


Tatiane Lemos e Carol Rodrigues Souza

Postar um comentário

Marque a opção “Notifique-me” para receber minha resposta.
Obrigada pela contribuição!